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terça-feira, 18 de novembro de 2008

da minha vida no ninho

A falta de privacidade que se tornou minha vida na casa dos meus pais não chega a ser um drama. Eu tenho que rir de certas coisas.
Entro no meu quarto e encontro colado atrás da minha porta um adesivo para parar de fumar.
Chego aqui no computador do meu pai e tem outro adesivo, daquele euqueroparar.com.br, como mensagem óbviamente direcionada à mim.
Então penso por dois prismas.
O primeiro prisma é:
Eles são meus pais e me amam, ponto. Não querem que eu me prejudique, claro. Mas ao mesmo tempo, se eu tivesse na minha casa, não teria que passar por essas coisas. Não fico colocando adesivos na porta da minha mãe pra dizer pra ela parar de ser submissa, nem do meu pai pra ele parar de ver tanta televisão e sair pra caminhar.
Ou seja, não invado, não julgo, e gostaria imensamente que não fizessem o mesmo comigo.
O segundo é: invadiram meu espaço.
Tenho 33 anos recém-completos, e sei o mal que o cigarro me faz, não fumo por birra.
Fumo porque gosto e viciei.
É tão difícil compreender que alguém que não larga o vício é porque não decidiu ainda largar? Não é que não consiga, é que não quero.
É difícil entender porque eles não fumam e nunca fumaram.
Não bebem também, e não acho isso um defeito na verdade. Mas eu bebo, fumo, faço sexo, e não me acho uma pessoa má por isso.
Nem eles, claro. Não me julgam por isso.
Mas passar o final de semana fora sempre resulta em olhares tortos de julgamento precipitado da parte de um deles, principalmente meu pai.
Repito, tenho 33 anos. Mas os pais nos vêem sempre como o adolescente rebelde de 15 que sorrateiramente sumiu de casa no final de semana pra ir pra gandaia sem ser visto.

Me divirto, na boa.
Ano que vem, provavelmente eu não estarei mais aqui com eles. E sabe de uma coisa? Acho que vou sentir falta.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

mahquefrio

Gentem.

O que tá acontecendo? As geleiras tão aqui estacionadas na praia de Copacabana? Tá ventando e trazendo o frio todo pra cá? é isso?
Que coisa.
Eu gosto, mas tem um probleminha sempre com minhas roupas. Não tenho roupa pra essas temperaturas. Elas não ficam bonitinhas e com cara de que me arrumei, fico combinando coisas que não combinam entre si. Pareço uma colcha de patchwork.
**

Frio. Humor levemente melhor devido a interferências externas.
:)
Tá, melhorou muito...hehe
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Tem muita coisa boa vindo por aí.
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Não quero ser poética hoje. Quero ser tipo uma menina de 13 anos que descobriu que pode escrever o que quiser no blog dela.
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Meu cabelo fica muito melhor no frio. Eu não tenho o cabelo do jeito que ele fica no verão aqui. Aquilo não é o meu cabelo. Meu cabelo fica melhor em SP também. Acho que ele não funciona com muita umidade e calor.

**
Vou ver de trocar os meus óculos. Cansei desses Gucci verde-garrafa.
Sério. Tem anos que uso os mesmos, e estão tortos no meu rosto. Não tem um ser humano que não venha tentar ajeitar.
E eu sou adepta da filosofia " Don't touch me"...
Óculos certinhos evitariam isso.
**

Boa noite. Hoje eu vou no mesmo lugar de sempre, dançar as mesmas músicas de sempre, e rir das mesmas coisas e pessoas de sempre.
Isso pra mim, é um pouquinho de felicidade.
Quinta-feira é o único dia da semana no RJ que dá pra sair.
**

sábado, 3 de novembro de 2007

...



do auge da minha adolescência aos 12 e aos 32:

Tédio (Biquini Cavadão)

Sabe esses dias em que horas dizem nada
E você nem troca o pijama, preferia estar na cama
O dia, a monotonia tomou conta de mim
É o tédio, cortando os meus programas, esperando o meu fim

Sentado no meu quarto
O tempo voa
Lá fora a vida passa
E eu aqui a toa
Eu já tentei de tudo
Mas não tenho remédio
Pra livrar-me deste tédio

Vejo um programa que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem , pois pra mim , tanto faz
Já tive esse problema, sei que o tédio é sempre assim
Se tudo piorar, não sei do que sou capaz

Tédio, não tenho um programa
Tédio, esse é o meu drama
O que corrói é o tédio
Um dia, eu fico sério
Me atiro deste prédio.