quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Poeminha bobo mas com conteúdo verdadeiro

Quero chuva durante a semana
Quero beijo de bom dia na cama
Quero sol no final de semana
Ir dormir de madrugada cansada e cheia da grana

Quero abraço inesperado na rua
Quero que alguém me mostre o quão linda está a lua
Quero sossego, paciência, paz e cafuné
Quero que alguém saiba quanto calça o meu pé

Quero interesse, cochichos e cumplicidade
Quero admiração, ternura e simplicidade
Quero apenas o amor normal em peso e medida
Quero ser chamada de "minha querida"

Se alguém perguntar por mim
Diz que fui pensar na vida
Para passar o tempo, e curar a ferida
Um dia eu volto, com os olhos abertos
O coração tranquilo, mas bem mais esperto.

domingo, 23 de novembro de 2008

ca-ra-lho.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

da minha vida no ninho

A falta de privacidade que se tornou minha vida na casa dos meus pais não chega a ser um drama. Eu tenho que rir de certas coisas.
Entro no meu quarto e encontro colado atrás da minha porta um adesivo para parar de fumar.
Chego aqui no computador do meu pai e tem outro adesivo, daquele euqueroparar.com.br, como mensagem óbviamente direcionada à mim.
Então penso por dois prismas.
O primeiro prisma é:
Eles são meus pais e me amam, ponto. Não querem que eu me prejudique, claro. Mas ao mesmo tempo, se eu tivesse na minha casa, não teria que passar por essas coisas. Não fico colocando adesivos na porta da minha mãe pra dizer pra ela parar de ser submissa, nem do meu pai pra ele parar de ver tanta televisão e sair pra caminhar.
Ou seja, não invado, não julgo, e gostaria imensamente que não fizessem o mesmo comigo.
O segundo é: invadiram meu espaço.
Tenho 33 anos recém-completos, e sei o mal que o cigarro me faz, não fumo por birra.
Fumo porque gosto e viciei.
É tão difícil compreender que alguém que não larga o vício é porque não decidiu ainda largar? Não é que não consiga, é que não quero.
É difícil entender porque eles não fumam e nunca fumaram.
Não bebem também, e não acho isso um defeito na verdade. Mas eu bebo, fumo, faço sexo, e não me acho uma pessoa má por isso.
Nem eles, claro. Não me julgam por isso.
Mas passar o final de semana fora sempre resulta em olhares tortos de julgamento precipitado da parte de um deles, principalmente meu pai.
Repito, tenho 33 anos. Mas os pais nos vêem sempre como o adolescente rebelde de 15 que sorrateiramente sumiu de casa no final de semana pra ir pra gandaia sem ser visto.

Me divirto, na boa.
Ano que vem, provavelmente eu não estarei mais aqui com eles. E sabe de uma coisa? Acho que vou sentir falta.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Meu lado B

Tem outro lugar onde estou colocando tudo pra fora.
Não divulguei por medo de julgamentos errados.
Cansei de me julgarem errado.
Quem quiser muito, me mande um email que eu resolvo se te mando o endereço ou não.
Já tenho amigos convidados a ler, escolhidos a dedo por mim.
É que nem tudo é tão colorido, pouca gente vai gostar do que lê. Não estou aqui pra agradar todo mundo, nunca fiz pose de lady, sei muito bem que todo mundo tem dor de barriga.
Agora, numa boa? Vou mudar muita coisa em mim, pelo simples fato de me poupar. Doa a quem doer.
Cansei de sofrer.
Chega.

Somatizei, adoeci, okay, I get the whole picture.
Hora de dar uma parada e fazer o tal do balanço necessário.

Entre perdas e ganhos, sigo vivendo minha vida. Com todos os meus defeitos, conhecidos e revirados por mim, agradeço a preferência mas eu não to aqui pra provar nada a ninguém, a não ser a mim mesma.
Exausta, aos 33 anos, aprendi muito e amadureci muito.
Diferente? Não teria como não estar depois de tantos acontecimentos nada, nada light, na minha vida.

Cuide do seu, eu cuido do meu.
Boa noite.
beijomeliga.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Ah, a hipocrisia

Acho o fim da picada não poder mais fuçar a vida alheia no Orkut. Mas, também acho ótimo (né Juju?) que não podem mais fuçar a minha vida com tanto fervor. Cadeados, tudo trancado, só deixo mostrar o que me convém.
Mas dá raivinha, sabe?
É muita hipocrisia, muitos sorrisos e poses e rótulos auto-colocados num universo vazio e azul.
Claro, tem gente muito legal no orkut, sempre tem, até num muquifo a gente encontra gente boa.
Mas gente, como as pessoas se "vendem"! É um tal de foto sem camisa, foto de óculos escuros, foto em p&b na melhor pose. E a lista de qualidades e "quem sou eu" ???

Muita preguiça da humanidade em geral.
No final, todo mundo tem dor de barriga.

É muita purpurina pra pouco conteúdo.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Tarot Zen Osho

"Coragem - Arcanos maiores 8
A semente não pode saber o que lhe vai acontecer, a semente jamais conheceu a flor. E a semente não pode nem mesmo acreditar que traga em si a potencialidade para transformar-se em uma bela flor. Longa é a jornada, e sempre será mais seguro não entrar nessa jornada, porque o percurso é desconhecido, e nada é garantido. Nada pode ser garantido. Mil e uma são as incertezas da jornada, muitos são os imprevistos -- e a semente sente-se em segurança, escondida no interior de um caroço resistente. Ainda assim ela arrisca, esforça-se; desfaz-se da carapaça dura que é a sua segurança, e começa a mover-se. A luta começa no mesmo momento: a batalha com o solo, com as pedras, com a rocha. A semente era muito resistente, mas a plantinha será muito, muito delicada, e os perigos serão muitos. Não havia perigo para a semente, a semente poderia ter sobrevivido por milênios, mas para a plantinha os perigos são muitos. O brotinho lança-se, porém, ao desconhecido, em direção ao sol, em direção à fonte de luz, sem saber para onde, sem saber por quê. Enorme é a cruz a ser carregada, mas a semente está tomada por um sonho, e segue em frente. Semelhante é o caminho para o homem. É árduo. Muita coragem será necessária."

do msn

papos com minha xará, Mary Claude.
adoro ter uma amiga amada com o mesmo nome que eu.
é tããão legal!
xD

Mary Claude diz:
eu me preocupo porque amoo vc e sei o qto vc sofre, se envolve, e teve mil coisas esse ano
maria claudia diz:
não se preocupa, de verdade. e obrigada, pq eu tbm amo vc e tbm me preocupo...
mas sabe? a gente vai passar por isso tudo, a vida não é pra ser um sofrimento, é pra ser um aprendizado. to tirando isso tudo como uma grande transformação, amadurecimento, tentando ver as coisas por esse prisma.
tenho sentido dentro de mim cada vez mais, certezas que antes eu não tinha.
tem gente que nao aprende nunca, q passa pela vida sem sofrer, mas pra mim, isso não é válido.
se cresce a partir do que não se tem.
maria claudia diz:
e valoriza-se o que se tem
maria claudia diz:
mas eu quero que esse ano suma da minha frente
maria claudia diz:
hahahaha

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A alegria da consciência

Me perder em devaneios, é coisa totalmente previsível. Me perder em sonhos, em coisas não-palpáveis, como se eu tivesse sei lá, quinze anos de novo.
Mas eu precisei enxergar com tanta clareza para que soubesse que felicidade não é isso. Felicidade não é se enganar diante de uma ilusão.
O alívio me veio depois de saber exatamente o que quero pra mim. Apesar de doer, apesar de eu sentir muito, apesar de eu não conseguir jamais descobrir porque me deixei iludir assim.
Apesar de tudo, eu sou mais eu, e prefiro me manter sã do que embarcar na maluquice alheia.
Como nunca existiu nada real entre nós, me despeço em pensamento.
Adeus.

domingo, 2 de novembro de 2008

Não se ama por partes

Eu espero que você me ame mesmo depois que o tempo fizer do meu corpo uma lembrança vaga da mulher que conheceste, mesmo depois que, de menina, só me restem os olhos e o brilho que puseste neles. Espero que você me ame mesmo depois de descobrir meus medos, meu segredos, minhas grutas, meus alçapões, mesmo depois de descobrir as feras em meus porões, minhas vergonhas mais tristes, minhas feiúras tão bem guardadas e escondidas, minhas dores atrozes, meus fantasmas, meus naufrágios, meus cadáveres insepultos.

Espero que você me ame além do amanhecer de uma noite perfeita, além do entardecer de uma tarde bonita. Espero que você me ame em plena tempestade, no meio do vento, do frio, na escuridão sem estrelas, no cansaço de porto nenhum, no desespero dos braços que não obedecem, na desesperança dos barcos que não voltam, no vazio.

Espero que você me ame mesmo depois de ver minhas mediocridades, minhas pequenezas, as infimidades que povoam minha vida, minhas cicatrizes, minhas garras, minhas presas, minhas unhas, as fraturas das minhas asas, meu medo de voar. Espero que você me ame depois de conhecer as minhas piores fraquezas, as minhas mais terríveis memórias, todas as dores que eu jamais serei capaz de superar.

Espero que você me ame imperfeita, triste, fraca, pequena, frágil, pouca e para você isso seja mais um motivo para me amar. Porque tudo isso me dimensiona e me configura, porque é também disso que eu sou feita, embora, mesmo para mim, seja tão doído de enxergar. Porque é assim que eu posso te amar: nua, inteira, incompleta.

Patrícia Antoniete

There are things that are better left unsaid.

sábado, 1 de novembro de 2008

Falling

Se eu sentisse onde eu estou agora, provavelmente viria junto com a sensação de queda. Caindo sem paraquedas num abismo desconhecido. Sabendo o que eu posso acabar encontrando lá embaixo, esperando que seja um poço cheio d'água.
Sinceramente, não sei. Sei que sigo caindo.