segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Uma coisa é uma coisa

Meu limite chegou ao fim.
Eu não posso mais me doar assim. As coisas têm o tempo delas, e o tempo dessa terminou.
Eu preciso fazer planos, sorrir mais, me cuidar. Chegou no ponto onde eu me encontro enclausurada em todos os meus vícios e no que eu deixei fazerem comigo esse tempo todo. Eu não julguei, não coloquei na cruz. Se eu fiz algo de errado foi crer que eu era necessária para ajudar. Não se ajuda quem não quer ser ajudado. Não posso mais me deixar ser sugada assim, a energia saindo de mim como explosão no sol. Eu cansei. Chega dessa merda.
Partir pra outra e ser feliz.
Só preciso fazer tudo com calma porque não quero que ninguém saiba disso. Só quem é do bem e me quer bem agora. Só quem não está preocupado com o próprio umbigo e consegue me olhar e dizer que vai ficar tudo bem.
Porque eu cansei de dizer isso pros outros.
Can-sei.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Férias

Preciso tirar férias. Férias de gente, de telefone, de cobranças, de ansiedade, de falta de dinheiro, de obrigações, de crises.
Preciso ir pr' algum lugar onde ninguém me conheça ou saiba que língüa eu falo. Preciso de mim. Preciso parar de escutar. Preciso de silêncio e paisagem.
Esse lugar existe? Mesmo que dentro de mim? Eu estou tentando encontrar essa paz, mas os caminhos até ela me distraem, me trazem problemas, problemas alheios. Eu não sou super-heroína e nem perfeita. A minha força está se esvaindo. Eu vou precisar dela pra mim, e ando gastando com tudo em torno.
Eu preciso de um lugar seguro e silencioso.
Sem ouvir ninguém. Ouvindo a minha própria voz em pensamento.
Não sei onde seria esse lugar, mas preciso achá-lo primeiro dentro de mim.
Não sei durante quanto tempo ainda agüento.
Quero trégüa.
E a felicidade escancara os dentes pra mim.
Não desisti de você, mas eu preciso de ajuda porque tem muita tristeza e angústia em torno.
Mas me espera o tempo que for, que eu estou chegando. Mesmo que depois do caminho percorrido eu colecione cicatrizes, lágrimas e calos. Mesmo que depois eu te encontre e peça colo e carinho. Mesmo que esse momento dure pouco.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Pras amigas

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

The Road to Happiness

E aí um belo dia eu entrei pra análise. Já vai fazer duas semanas. E eu digo já, porque pra mim é intenso. Não só a quantidade de vezes por semana, mas a quantidade de vezes que eu tenho escutado minha voz. Literalmente. É esquisito. Eu enjôo dela, fico me ouvindo falar e falar, e depois forço uns segundos de silêncio que, por enquanto, são desconfortáveis. Mas eu me acostumo, é o que dizem. Logo eu, que nunca fui de falar pelos cotovelos. Saio de lá exausta, corri uma maratona. E aí vem a frase mais temida e ao mesmo tempo mais verdadeira de todas: " nosso tempo acabou" . Por enquanto, até a próxima. Porque eu sempre me despeço certificando que haverá a próxima. "Até sexta" , eu digo. E assim vou seguindo.
Espero me acostumar a gostar da minha voz. Um tom meio anasalado quando fico mais tensa, abordando assuntos mais tensos. Depois ela vai sumindo, vou ficando meio sem ar, tentando respirar e colocar os pensamentos em ordem pra poder me expressar da melhor forma. Fico me policiando. Mas depois eu relaxo. É o que dizem os analisados...
Depois eu voltei pra casa de ônibus, coisa que leva uma meia horinha ouvindo "This Mess We' re In" no repeat (procurem no Google pra entender um pouco gente). Só pra me torturar um pouquinho mais.
O nó na garganta já começou. E eu me achando tão superior e imune aos lencinhos de papel que me olham todos os dias, ali, na minha frente, na mesinha do abajur da salinha onde as pessoas se escancaram...
Um dia vocês vão ver o que é bom pra tosse. Lencinhos,...me aguardem.
Oi, felicidade, não ri não. Quem ri por último ri melhor.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Se eu posso, por que não?

Eu tomei uma decisão. A maior de todas elas. A maior de toda a minha vida.
Vou ser feliz. Não no sentido piegas, viver sorrindo o tempo todo com um copo de caipirinha na mão (coisa que não ia ser tão ruim assim, mas vá , é utopia), mas viver em paz comigo. Dei trégua pra mim, resolvi me amar plenamente e me achar capaz de fazer o que eu achar melhor pra mim e pros que eu amo. Resolvi parar de sofrer por antecedência. Resolvi parar de me cobrar pensamentos e atitudes forçadas para agradar a gregos e troianos. A felicidade não é isso? Ser pleno em tudo que faz e como faz?
A felicidade também é dura. Vou abrir mão dos meus vícios d' alma. Abrir mão de tudo que eu fico remoendo e machucando em mim. Eu mereço a calma. Mereço me cobrar coisas que valham a pena ser cobradas. Vou olhar no espelho e invés de ver os defeitos, procurar as qualidades. Me acostumei a vida inteira a agradar os outros. No processo, me perdi de mim.
A felicidade em me reencontrar vai se espalhar em torno de mim para os meus. Para as MINHAS PESSOAS. Sim, elas existem e são minhas de direito. O amor que eu sinto por elas, é meu, me pertence. Sem essas pessoas, cada uma cumprindo seu papel na minha vida pois são fatores essenciais na trajetória atrás dessa felicidade, eu não sou quem eu fui e quem eu sei que posso ser. Aliás, não corro mais atrás da felicidade, ela me pertence. Tá aqui ó, aqui dentro. Vai sair e se expandir mais e mais.
Muito prazer, felicidade, me chamo Maria Claudia e estou pronta para recebê-la em minha vida.
Me dá um tempinho só pra eu me acostumar com você.